Aos perdidos no deserto.
Olá prezado navegante, o que o fez cair aqui neste ambiente árido e sem vida (quase nenhuma)? Este lugar não é pra você. Não estou querendo expulsá-lo, porém! Fique à vontade.
Deixe-me contar - já que está por aqui - o motivo da criação deste ponto no meio do nada de um mar de IPs e máscaras de sub-rede. Mas antes, acho que posso mencionar que este blog já teve alguns nomes: fl4v10, tremdeler, poráguabaixo e outros de que eu não me lembro. Porém acho o atual nome mais adequado já que não possuo seguidores e apenas eventualmente recebo a visita de algum incauto redirecionado por motivo que foge a minha compreensão. Entrou em uma trilha e se perdeu?
Volto à razão da criação do blog, se o senhor ou senhora ainda estiver aí, que reverbera vazios verbos - e artigos, e adjetivos, etc - ao vento arenoso dos bytes. Certamente, se o ilustre visitante escreve e se goza de relativa autocrítica e cuja vaidade não interfere excessiva, deve já ter jogado fora alguns de seus escritos. O problema disto é que se perde alguma coisa boa dentre as tantas coisas ruins. Perde-se também um pouco da própria história literária (ainda que questionável ou incipiente). Como vamos perceber que evoluímos se separamos só um pequeno texto que ficou bom? Neste sentido criei um depósito de meus escritos. Confesso que a intenção era também me forçar a escrever já que poderia - algo que não se concretizou - ter eco em algum leitor que seguisse este espaço.
Assim, sem mais, o espaço existe. E existe só para mim (na maioria do tempo). Caso queira sinalizar na areia um traço de presença humana, fique a vontade para deixar um recado após o sinal!! E obrigado pela visita!
BEEP.
sábado, 5 de janeiro de 2013
Ele
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Conto de Primavera.
Um vento refrescante a acordou e agora o pequeno pássaro amarelo, parecido com o que havia visto na janela, dava pulinhos no chão do quarto. Precisava de um banho, precisava comer, precisava de energia, precisava acordar. Só ouvia os sons da natureza e a paz que ela trazia. Saudade do barulho, das pessoas, dos pais, do abraço de seu namorado. Chorou e depois de algum tempo desistiu de chorar. Algo mais estava errado. Porque não voltavam com a bandeja? Porque não voltavam com a violência e com a invasão de seu corpo, de sua alma, de sua dignidade? Já se passavam dias. Dias em que teve medo, revolta, repulsa, esperança, dor, ódio, pavor, nojo, fé e por fim resignação e desistência.
Preferia as discussões, os berros e o stress. Desde que a abduziram da porta de casa, encapuzados e violentos aos gritos até o momento em que deixou o desconfortável porta-malas para vislumbrar a casa antiga no campo com seu jardim mal cuidado e rodeada por árvores, jamais havia ficado sozinha. Levavam bandejas com frutas, biscoitos e as vezes comida de micro-ondas. Levavam-a ao banheiro quando desejava. No principio se divertiam dando banho nela e depois – por perceberem que dava muito trabalho – deixavam-a tomar banho sozinha tomando cuidado de deixar a porta aberta. Havia também o abuso e a violência. Mas agora tudo havia cessado. Absolutamente tudo. Estava exausta, fraca e suja. Havia excreções e fedor impregnados em seu corpo. Não comia há dias. Poderiam eles terem sido presos. Poderiam ter sofrido um acidente enquanto saiam a noite para se divertir, confiantes de quem ninguém encontraria o cativeiro. Poderiam ter morrido em um tiroteio com a polícia ou fugido. Não sabia, só sabia que não havia ninguém. Não havia forças. Não havia nada. A não ser um lindo dia de primavera e um pássaro amarelo esperando para comer seus olhos.
sábado, 14 de julho de 2012
Entrevista
Quando saí daquela sala que devia cheirar à enxofre mas na verdade tinha um agradável perfume tão sutil que ainda não consigo identificar estava mais perdido do que quando entrei pois fui recusado pelo inferno e não há nada que me atraia no reino dos céus.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
A mãe de Lucas
domingo, 29 de janeiro de 2012
Crítica ao conto Furo no Futuro
Aproveito a oportunidade ajudar a divulgar seu blog Letras Elétricas que já venho seguindo a muito tempo. Ler no computador e na internete é meio chato mas não sinto isto quando leio seus textos. Bom, confiram e me contem o que acharam. As críticas deste amigo me ensinaram muito sobre como melhorar um pouco meus textos que estão ainda muito longe da perfeição.
Segue o link da crítica -> http://letras-eletricas.blogspot.com/2012/01/encontrando-um-furo-no-futuro.html#more